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Vereadores divergem sobre audiência pública para discutir crise na saúde de Porto Velho

Vereadores divergem sobre audiência pública para discutir crise na saúde de Porto Velho

Durante sessão na Câmara Municipal de Porto Velho nesta segunda-feira (26), o vereador Breno Mendes, líder do prefeito Léo Moraes, tentou barrar a votação de um requerimento apresentado por Nilton Souza (PSDB) que propunha a realização de uma audiência pública para debater os problemas da saúde pública da capital. Breno argumentou que, antes de ser [ ]

Durante sessão na Câmara Municipal de Porto Velho nesta segunda-feira (26), o vereador Breno Mendes, líder do prefeito Léo Moraes, tentou barrar a votação de um requerimento apresentado por Nilton Souza (PSDB) que propunha a realização de uma audiência pública para debater os problemas da saúde pública da capital.

Breno argumentou que, antes de ser levado ao plenário, o requerimento deveria passar pela análise da Comissão de Saúde da Casa, composta pelos vereadores Ellis Regina, Macário Barros e Dr. Junior Queiroz — todos aliados da gestão municipal. A manobra causou reação entre os parlamentares da oposição, que acusaram o líder de tentar impedir o debate com a população.

O vereador Marcos Combate trouxe à tribuna um caso emblemático que demonstra a crise no sistema: a morte de Luide Duarte do Nascimento, de 72 anos, que teria aguardado quatro horas por atendimento na UPA Leste, recebido apenas medicamentos paliativos e sido mandada de volta para casa, falecendo horas depois.

“A saúde está em colapso, e tem vereador querendo vender a ideia de que está tudo bem, quando a realidade é outra”, criticou Combate. Ele também denunciou que, mesmo com um decreto de emergência, um único técnico de enfermagem está sendo obrigado a atender cerca de 350 pessoas por dia no posto José Adelino, no bairro Ulisses Guimarães.

Outro ponto polêmico levantado foi a decisão da atual gestão de estudar a compra de um prédio no valor de R$ 33 milhões para instalar um hospital-laboratório da UNIR, ao invés de investir os recursos deixados pela administração anterior na construção de um hospital público de emergência. “Enquanto o povo sofre nos postos, o dinheiro vai para festas e ações que não priorizam o essencial”, afirmou.

Diante da possibilidade de derrota na votação, o vereador Marcos Combate solicitou a retirada de pauta do requerimento de Nilton Souza, que não estava presente na sessão. Segundo ele, o objetivo foi evitar o fracasso da proposta frente à base do prefeito, que havia demonstrado intenção de travar a discussão utilizando o regimento interno.

A atitude de Breno Mendes foi considerada contraditória por alguns parlamentares, já que na semana anterior ele havia ignorado o regimento para aprovar, sem passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), um projeto que reformula o programa esportivo municipal.

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