Trotes ao Samu comprometem agilidade dos atendimentos em Porto Velho

As chamadas falsas ao Samu continuam prejudicando o atendimento de urgência em Porto Velho e ocupando tempo de equipes que deveriam estar voltadas a casos reais. Mesmo com média estável de ocorrências verdadeiras, os trotes seguem pressionando a central de regulação e afetando a rapidez do socorro. Segundo dados de 2025 e do primeiro trimestre [ ]
As chamadas falsas ao Samu continuam prejudicando o atendimento de urgência em Porto Velho e ocupando tempo de equipes que deveriam estar voltadas a casos reais. Mesmo com média estável de ocorrências verdadeiras, os trotes seguem pressionando a central de regulação e afetando a rapidez do socorro.
Segundo dados de 2025 e do primeiro trimestre de 2026, o serviço registrou média semestral de 39 ocorrências reais por dia, enquanto os trotes chegaram a 4,2 chamadas diárias. Em 2025, as ligações falsas representaram entre 7% e 9,7% das chamadas mensais. O prefeito Léo Moraes reforçou o alerta sobre o uso correto do serviço. “Trotes colocam vidas em risco. É fundamental que a população utilize o Samu com responsabilidade, para que o atendimento chegue a quem realmente precisa”.
De acordo com o operador de frotas Fábio Chagas, a dificuldade no atendimento começa já no primeiro contato. “Muitas vezes, por nervosismo, a pessoa não consegue informar corretamente onde está nem explicar o que o paciente está sentindo. Além disso, ainda enfrentamos o problema dos trotes, que ocupam a linha e podem atrasar o atendimento de quem realmente precisa. Nosso trabalho é filtrar essas informações com rapidez e precisão, além de dominar a malha viária para garantir um tempo-resposta eficiente”. A secretária municipal adjunta de saúde, Mariana Prado, também destacou: “O uso responsável do SAMU é fundamental para que as equipes atuem com mais precisão e rapidez”.


