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Tráfego marítimo no Estreito de Ormuz despenca e afeta cadeias globais de suprimentos

Tráfego marítimo no Estreito de Ormuz despenca e afeta cadeias globais de suprimentos

O tráfego marítimo no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz sofreu uma redução histórica desde o início do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A via, considerada uma das mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás, registrou em março apenas 154 embarcações, número muito abaixo da média mensal de [ ]

O tráfego marítimo no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz sofreu uma redução histórica desde o início do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A via, considerada uma das mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás, registrou em março apenas 154 embarcações, número muito abaixo da média mensal de 3 mil antes da escalada da guerra.

Segundo dados da Kpler, a queda é uma das mais bruscas já observadas na região. A interrupção das rotas tradicionais tem provocado impactos significativos nas cadeias globais de petróleo, gás natural, fertilizantes e outros produtos essenciais.

Rotas desviadas e controle iraniano

As embarcações que ainda cruzam o estreito estão seguindo rotas autorizadas por Teerã, e cerca de metade delas tem carregado mercadorias em portos iranianos, algo incomum antes do início do conflito. Os portos do Irã, que usualmente movimentam menos cargas que seus vizinhos Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, tornaram-se pontos centrais em meio às restrições e ameaças impostas durante a guerra.

A mudança tem forçado países exportadores do Golfo a reduzir sua produção, enquanto importadores, especialmente na Ásia, enfrentam escassez de combustível e elevação de custos logísticos.

Como a crise começou

Desde 28 de fevereiro, quando a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã teve início, Teerã passou a restringir severamente o trânsito no Estreito de Ormuz. O governo iraniano determinou que apenas embarcações sob controle iraniano ou autorizadas mediante pagamento poderiam atravessar a rota, responsável por cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo.

Com as tensões aumentando, os Estados Unidos anunciaram medidas de bloqueio, o que levou o Irã a ameaçar atingir navios de guerra e retaliar portos de países vizinhos do Golfo.

Cenário ainda indefinido

A suspensão temporária dos bombardeios na guerra entre EUA, Israel e Irã reduziu parcialmente a intensidade das hostilidades, mas não trouxe normalidade ao tráfego marítimo. A instabilidade mantém armadores, empresas de energia e mercados globais em alerta, com risco de agravamento caso as negociações internacionais não avancem.

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