Tensão no Oriente Médio faz preços do petróleo dispararem

Os preços do petróleo registraram alta na manhã desta segunda-feira (23) em meio à crescente tensão no Oriente Médio. A movimentação nos mercados acontece após os Estados Unidos se juntarem a Israel em ataques contra instalações nucleares no Irã, o que elevou o alerta para possíveis impactos no fornecimento global de petróleo. O barril do [ ]
Os preços do petróleo registraram alta na manhã desta segunda-feira (23) em meio à crescente tensão no Oriente Médio. A movimentação nos mercados acontece após os Estados Unidos se juntarem a Israel em ataques contra instalações nucleares no Irã, o que elevou o alerta para possíveis impactos no fornecimento global de petróleo.
O barril do petróleo Brent avançava 0,84%, sendo cotado a US$ 77,70, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) subia cerca de 1%, chegando a US$ 74,50 por barril, por volta das 8h (horário de Brasília).
A ofensiva dos Estados Unidos, que incluiu ataques diretos às principais instalações nucleares iranianas, marca uma escalada significativa no conflito. Israel também realizou novos bombardeios, atingindo inclusive a capital Teerã e a usina nuclear de Fordow.
O Irã, que ocupa a posição de terceiro maior produtor de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), reagiu declarando que os ataques norte-americanos ampliaram seus alvos legítimos e classificou a participação dos EUA no conflito como provocação.
Em resposta, a China criticou as ações dos EUA, afirmando que os ataques comprometem a credibilidade norte-americana e alertou sobre o risco de a situação “sair do controle”.
Durante a madrugada, os preços do petróleo chegaram a atingir as maiores cotações dos últimos cinco meses, com o Brent chegando a US$ 81,40 e o WTI a US$ 78,40. Apesar da leve retração, os valores voltaram a subir no período da manhã.
O temor de que o Irã possa retaliar com o fechamento do Estreito de Ormuz, rota crucial que escoa cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente, mantém os mercados em alerta.
Especialistas do setor acreditam que, embora não haja ain



