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Tecnologia inovadora acelera diagnóstico de autismo em bebês e promete avanços no tratamento precoce

Tecnologia inovadora acelera diagnóstico de autismo em bebês e promete avanços no tratamento precoce

Um novo exame aprovado nos Estados Unidos promete transformar a forma como o transtorno do espectro autista (TEA) é diagnosticado em bebês. A tecnologia utiliza rastreamento ocular enquanto a criança assiste a vídeos curtos, permitindo identificar sinais de autismo de forma precoce e precisa. Desenvolvido com participação do neurocientista brasileiro Ami Klin, diretor de um [ ]

Um novo exame aprovado nos Estados Unidos promete transformar a forma como o transtorno do espectro autista (TEA) é diagnosticado em bebês. A tecnologia utiliza rastreamento ocular enquanto a criança assiste a vídeos curtos, permitindo identificar sinais de autismo de forma precoce e precisa.

Desenvolvido com participação do neurocientista brasileiro Ami Klin, diretor de um centro de referência em autismo nos EUA, o exame observa o comportamento visual de crianças entre 16 meses e 2 anos e meio. Câmeras analisam para onde os olhos se voltam durante os vídeos, com base na diferença de atenção entre crianças neurotípicas e autistas. O resultado é emitido em cerca de 15 minutos.

A proposta busca resolver um dos principais desafios no tratamento do autismo: o diagnóstico tardio. Atualmente, nos EUA, o processo tradicional pode levar até três anos. Para Klin, a detecção precoce é essencial para que a intervenção ocorra antes que os efeitos do transtorno comprometam o desenvolvimento da criança.

Desde sua aprovação em 2023, o exame já está disponível em 47 centros especializados, com cerca de 5.800 avaliações por ano. Clínicas móveis também foram criadas para levar o serviço a regiões de difícil acesso. O custo do aparelho gira em torno de US$ 7 mil, e o exame sai por US$ 225. Em alguns estados, planos de saúde já cobrem o procedimento. No entanto, ainda não há previsão de implementação no Brasil, que depende da aprovação por órgãos regulatórios.

A ferramenta tem impactado positivamente famílias como a de Linqay, de seis anos, que hoje participa de programas terapêuticos intensivos e refaz o exame mensalmente para acompanhamento. Sua mãe relata uma nova perspectiva sobre o futuro da filha, agora com mais esperança e planejamento.

Klin ressalta que o autismo não deve ser encarado como uma doença, mas como uma variação do desenvolvimento humano com origem genética. Ele defende que o olhar da sociedade sobre o transtorno precisa evoluir, promovendo inclusão e compreensão desde os primeiros anos de vida.

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