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Tecnologia ajuda a preservar línguas indígenas ameaçadas em Rondônia e Mato Grosso

Tecnologia ajuda a preservar línguas indígenas ameaçadas em Rondônia e Mato Grosso

Um projeto inovador que une tecnologia e saberes tradicionais está ajudando a preservar línguas indígenas em risco de extinção no Brasil. O aplicativo “Bilingo”, desenvolvido por pesquisadores do Brasil e da Alemanha em parceria com professores e jovens indígenas, tem o objetivo de registrar vocabulários, frases e histórias nas línguas Makurap (de Rondônia) e Bororo [ ]

Um projeto inovador que une tecnologia e saberes tradicionais está ajudando a preservar línguas indígenas em risco de extinção no Brasil. O aplicativo “Bilingo”, desenvolvido por pesquisadores do Brasil e da Alemanha em parceria com professores e jovens indígenas, tem o objetivo de registrar vocabulários, frases e histórias nas línguas Makurap (de Rondônia) e Bororo (de Mato Grosso).

A ferramenta busca aproximar as novas gerações de suas origens linguísticas por meio de jogos e atividades interativas, incentivando o aprendizado e o uso cotidiano dos idiomas. Segundo o desenvolvedor Gustavo Poletti, a ideia é que professores das próprias comunidades usem o sistema para criar e compartilhar conteúdos educativos.

Os Makurap, que vivem nas Terras Indígenas Rio Guaporé e Rio Branco (RO), pertencem à família linguística Tupari, do tronco Tupi, e hoje somente os mais velhos dominam o idioma. Já os Bororo, em Mato Grosso, chamam sua língua de Wadáru, do tronco Macro-Jê.

Segundo o IBGE, o Brasil possui 295 línguas indígenas catalogadas, sendo 190 em risco de extinção, segundo a Unesco, o segundo maior número do mundo.

O “Bilingo”, nome que vem de Brazilian Indigenous Languages, continua em fase de testes e é um projeto sem fins lucrativos, com o propósito de se tornar o maior repositório digital de línguas indígenas brasileiras.

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