Sarampo: aumento de casos nas Américas reforça alerta em Rondônia e importância da vacinação

O risco de reintrodução do sarampo em Rondônia preocupa autoridades de saúde, especialmente diante do surto registrado na Bolívia, país vizinho que mantém fronteira direta com o estado, e da circulação ativa do vírus em diversas regiões das Américas. Embora o Brasil tenha recuperado, em 2024, o certificado de país livre da doença, a proximidade [ ]
O risco de reintrodução do sarampo em Rondônia preocupa autoridades de saúde, especialmente diante do surto registrado na Bolívia, país vizinho que mantém fronteira direta com o estado, e da circulação ativa do vírus em diversas regiões das Américas. Embora o Brasil tenha recuperado, em 2024, o certificado de país livre da doença, a proximidade geográfica e o fluxo de pessoas aumentam a vulnerabilidade local.
Segundo a infectologista Dra. Stella Angela Zimmerli, a prevenção está diretamente ligada à imunização. Ela reforça que o sarampo pode causar complicações graves, como pneumonias, encefalites e até levar à morte, e que manter a vacinação das crianças em dia é essencial. Dados recentes apontam milhares de casos no Canadá, Estados Unidos, México e Bolívia apenas em 2025.
Para conter riscos, o Ministério da Saúde intensificou medidas emergenciais, como a aplicação da “dose zero” em crianças menores de um ano em áreas de alto risco e o bloqueio vacinal para contatos de casos confirmados. A especialista alerta que a baixa cobertura vacinal e a influência de fake news seguem como barreiras à proteção coletiva.
A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde, por meio do SUS. Crianças recebem a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), e jovens e adultos seguem o calendário do Programa Nacional de Imunizações. “Vacinar é um ato de responsabilidade com a própria saúde e com a de toda a comunidade”, conclui Dra. Stella.



