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Rio Madeira volta a subir e duas das maiores hidrelétricas do Brasil retomam operação parcial

Rio Madeira volta a subir e duas das maiores hidrelétricas do Brasil retomam operação parcial

Com o aumento gradual do nível do Rio Madeira, as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio voltaram a operar com pelo menos metade de suas unidades geradoras. Em setembro, ambas as usinas precisaram reduzir drasticamente sua capacidade devido à seca extrema que atingiu a região amazônica. Principais tópicos abordados: O Rio Madeira, que possui mais [ ]

Com o aumento gradual do nível do Rio Madeira, as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio voltaram a operar com pelo menos metade de suas unidades geradoras. Em setembro, ambas as usinas precisaram reduzir drasticamente sua capacidade devido à seca extrema que atingiu a região amazônica.

Principais tópicos abordados:

  • Recuperação do nível do Rio Madeira e impacto nas hidrelétricas.
  • Contexto da seca extrema e fatores climáticos responsáveis.
  • Previsões climáticas para a região e impacto na navegabilidade.

O Rio Madeira, que possui mais de 3 mil km de extensão e abriga duas das maiores hidrelétricas do Brasil, atingiu em 11 de outubro um nível recorde de baixa desde o início do monitoramento em 1967: apenas 19 centímetros. Nesta sexta-feira (29), o nível subiu para 5,50 metros, ainda abaixo da média histórica de 6,16 metros para o período.

Durante a seca, a hidrelétrica de Jirau operou com apenas 20% das turbinas, enquanto Santo Antônio chegou a funcionar com 14% da capacidade. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), até a última quarta-feira (27), Jirau tinha 25 unidades geradoras em funcionamento, com produção média de 1.000 MW. Já Santo Antônio operava com 28 máquinas, gerando 1.700 MW. Na sexta-feira (29), Santo Antônio ampliou a quantidade de turbinas ativas para 30, acompanhando a recuperação gradual do rio.

As turbinas de ambas as usinas são projetadas para operar com quedas líquidas entre 10 e 20 metros. Quando o nível do rio está fora dessa faixa, o funcionamento pode ser comprometido, levando à paralisação de parte das máquinas.

Contexto climático A seca extrema que atingiu o Rio Madeira foi influenciada por dois fatores principais: o aquecimento anormal do Oceano Atlântico Norte em relação ao Atlântico Sul e o fenômeno El Niño, que atrasou o início da estação chuvosa e enfraqueceu as precipitações. Esse cenário afetou drasticamente as condições de navegabilidade do rio, levando à suspensão das atividades no Porto Organizado de Porto Velho pela primeira vez na história.

Recuperação do nível A recuperação começou em novembro, quando o nível do rio superou 1 metro, impulsionado por chuvas nas cabeceiras na Bolívia e no Peru, que respondem por 70% da vazão do Madeira. O prognóstico apresentado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) indica que as chuvas devem permanecer dentro da média nos próximos meses, contribuindo para a recuperação do ecossistema e a retomada plena das atividades econômicas na região.

Fonte: G1 Rondônia

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