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Polilaminina: esperança brasileira para lesões medulares em fase de testes

Polilaminina: esperança brasileira para lesões medulares em fase de testes

Pesquisadores da UFRJ, em parceria com a farmacêutica Cristália, desenvolveram a polilaminina – uma versão modificada da proteína laminina, natural do corpo humano – que está em fase inicial de testes clínicos para tratar lesões na medula espinhal. A Anvisa autorizou os primeiros estudos em humanos após resultados promissores em pesquisas pré-clínicas. Como funciona? A [ ]

Pesquisadores da UFRJ, em parceria com a farmacêutica Cristália, desenvolveram a polilaminina – uma versão modificada da proteína laminina, natural do corpo humano – que está em fase inicial de testes clínicos para tratar lesões na medula espinhal. A Anvisa autorizou os primeiros estudos em humanos após resultados promissores em pesquisas pré-clínicas.

Como funciona?

A polilaminina age como um “andaime” molecular, estimulando a regeneração de axônios (parte dos neurônios danificados em lesões medulares). Ela é extraída de placentas doadas e processada para aplicação cirúrgica diretamente na área lesionada.

Resultados preliminares

Um estudo experimental com oito pacientes mostrou que 75% recuperaram movimentos, contra apenas 15% em casos sem o tratamento. Um paciente teve melhora “extraordinária”, mas os pesquisadores destacam que a fisioterapia pós-cirurgia é crucial para os resultados.

Próximos passos

  • Fase 1 (2026): Testes de segurança em 5 pacientes com lesões graves
  • Se aprovada, fases 2 e 3 avaliarão eficácia em grupos maiores
  • Previsão de pedido de registro na Anvisa: 2028

Acesso antecipado por liminares

Alguns pacientes conseguiram judicialmente o tratamento experimental, como Flávia Bueno, que voltou a mover o braço após aplicação. A pesquisadora Tatiana Sampaio critica: “É errado do ponto de vista ético… mas compreendo o desespero das famílias”.

Cautela médica
Especialistas como a fisiatra Ana Rita Donati (AACD) alertam: “É preciso tempo para confirmar os resultados. Melhoras espontâneas ocorrem mesmo sem novos tratamentos”.

A polilaminina representa uma potencial revolução, mas seu uso generalizado ainda depende de anos de testes rigorosos.

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