A rádio que todo mundo ouve!
Rádio Rondônia
Slider Principal

Papa Leão endurece discurso contra Trump e faz críticas mais diretas

Papa Leão endurece discurso contra Trump e faz críticas mais diretas

O Papa Leão XIV elevou o tom contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após meses de críticas mais discretas. O embate entre os dois voltou a ganhar força entre domingo (12) e segunda-feira (13), em meio ao agravamento das tensões internacionais e ao posicionamento mais firme do pontífice sobre imigração, guerra e direito [ ]

O Papa Leão XIV elevou o tom contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após meses de críticas mais discretas. O embate entre os dois voltou a ganhar força entre domingo (12) e segunda-feira (13), em meio ao agravamento das tensões internacionais e ao posicionamento mais firme do pontífice sobre imigração, guerra e direito internacional.

Primeiro papa nascido nos Estados Unidos, Leão chegou a manter uma relação institucional mais cautelosa com o governo americano no início do pontificado. Ele se reuniu com o vice-presidente J.D. Vance e com o secretário Marco Rubio no Vaticano, logo após ser eleito, em maio de 2025, mas a visita à Casa Branca nunca se concretizou. Aos poucos, o pontífice passou a criticar com mais clareza medidas da gestão Trump, especialmente na área migratória. “Se alguém está nos Estados Unidos ilegalmente, há maneiras de lidar com isso. Existem tribunais. Há um sistema judicial. Acho que há muitos problemas nesse sistema. Ninguém disse que os Estados Unidos devem ter fronteiras abertas”, afirmou.

Ao comentar o tratamento dado a imigrantes, Leão também declarou: “Quando pessoas levaram vidas corretas, muitas delas por 10, 15, 20 anos, tratá-las de uma forma que é, para dizer o mínimo, extremamente desrespeitosa e com episódios de violência é preocupante.”

Mesmo após esse posicionamento, o Papa ainda vinha adotando uma postura mais moderada em outros temas internacionais. Em fevereiro, uma fonte do Vaticano resumiu esse perfil ao dizer à AFP: “Leão é muito cauteloso. Sabe que a voz do papa é universal. Como americano, é um pouco um opositor natural do trumpismo”, disse à AFP uma fonte do Vaticano, sob condição de anonimato, à época.

A mudança mais evidente ocorreu com a guerra no Irã. Um dia após o início do conflito, o pontífice fez um apelo contra a escalada da violência. “Faço às partes envolvidas um apelo sincero para que assumam a responsabilidade moral de interromper a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável”, disse.

No fim de março, durante a missa de Domingo de Ramos, Leão voltou a condenar o uso da fé para justificar conflitos armados. “[Jesus] não escuta as orações daqueles que fazem guerras, mas as rejeita, dizendo: ‘Ainda que façais muitas orações, não ouvirei: as vossas mãos estão cheias de sangue’”, disse, citando uma passagem bíblica.

Já no dia 7 de abril, o pontífice classificou como “inaceitáveis” as ameaças contra o povo iraniano, após declarações de Trump sobre um possível ataque dos Estados Unidos. “A ameaça contra o povo do Irã é inaceitável. Há questões de direito internacional, mas, mais do que isso, é uma questão moral”, afirmou.

Mesmo após a trégua entre Irã e Estados Unidos, Leão manteve o discurso firme e voltou a defender o fim dos conflitos no Oriente Médio, reforçando o que tem se tornado uma marca mais clara de seu pontificado: uma postura menos diplomática e mais direta diante de líderes e decisões que, em sua avaliação, colocam vidas em risco.

Veja também

Papa Leão endurece discurso contra Trump e faz críticas mais diretas | Portal Rádio Rondônia