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O crime que aterroriza o país: roubo de celulares vira epidemia nacional

O crime que aterroriza o país: roubo de celulares vira epidemia nacional

O Brasil possui mais de 258 milhões de celulares ativos — uma média que ultrapassa o número de habitantes do país. Esses aparelhos concentram informações pessoais, dados bancários e registros sensíveis, tornando-se alvos valiosos para criminosos. Só na cidade de São Paulo, mais de 183 mil celulares foram furtados em 2024 — uma média alarmante [ ]

O Brasil possui mais de 258 milhões de celulares ativos — uma média que ultrapassa o número de habitantes do país. Esses aparelhos concentram informações pessoais, dados bancários e registros sensíveis, tornando-se alvos valiosos para criminosos. Só na cidade de São Paulo, mais de 183 mil celulares foram furtados em 2024 — uma média alarmante de 500 por dia.

O crime, no entanto, não se limita a um estado: se espalha por todo o Brasil e preocupa cada vez mais a população. Na última semana, o presidente Lula comentou sobre o problema ao defender a PEC da Segurança Pública, afirmando que não vai permitir que o país se torne uma “República de ladrões de celular”. A declaração marcou uma mudança no discurso do governo sobre segurança pública.

O tema foi destaque no episódio #1432 do podcast O Assunto, com apresentação de Natuza Nery. O colunista Bernardo Mello Franco analisou o impacto político do aumento da violência e como a PEC ainda encontra resistência. Já Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, trouxe à tona a relação direta entre o roubo de celulares e o avanço do crime organizado. Segundo ela, o aumento na circulação de armas agravou os casos de latrocínio, e o crime se expandiu para todas as classes sociais.

Especialistas defendem que combater essa epidemia exige ação integrada, tecnologia, policiamento eficaz e mudanças legislativas urgentes. A segurança virou pauta central — e a sociedade cobra soluções.

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