Jovem de 23 anos volta a movimentar a perna após tratamento experimental com Polilaminina

A jovem Eduarda Atkinson, de 23 anos, começou a apresentar movimentos na perna após receber uma dose de Polilaminina, substância experimental aplicada em casos de lesão medular. O avanço, registrado em vídeo nove dias depois da aplicação, trouxe esperança à família após meses sem qualquer resposta motora. Eduarda sofreu um grave acidente na rodovia SC-110, [ ]
A jovem Eduarda Atkinson, de 23 anos, começou a apresentar movimentos na perna após receber uma dose de Polilaminina, substância experimental aplicada em casos de lesão medular. O avanço, registrado em vídeo nove dias depois da aplicação, trouxe esperança à família após meses sem qualquer resposta motora.
Eduarda sofreu um grave acidente na rodovia SC-110, entre Jaraguá do Sul e Pomerode, que resultou em fratura na coluna e lesão na medula espinhal, tirando completamente seus movimentos das pernas. Desde então, enfrentava um processo delicado de reabilitação.
O tratamento com Polilaminina, desenvolvido pela pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, foi realizado em Foz do Iguaçu, no Paraná. As imagens da jovem respondendo aos estímulos e iniciando pequenos movimentos emocionaram milhares de pessoas nas redes sociais.
Apesar de discretos, os movimentos representam um avanço significativo. “Um pequeno movimento, mas com um significado gigante”, escreveu Eduarda. Ela reforça que nem sempre consegue repetir o gesto, mas celebra cada progresso como uma vitória importante.
Tratamento ainda experimental
A Polilaminina é produzida em laboratório a partir de substâncias encontradas na placenta humana e aplicada diretamente na medula espinhal. A proposta é estimular a regeneração das conexões nervosas. O uso está autorizado pela Anvisa apenas em caráter experimental.
Segundo a jovem, sua equipe médica vê o avanço com cautela, mas com otimismo. “Os médicos consideram o movimento algo positivo dentro do meu quadro, mas lembram que a reabilitação neurológica é imprevisível”, relatou.
Reabilitação em andamento
Após os primeiros sinais de resposta motora, Eduarda segue em tratamento intensivo, incluindo sessões frequentes de fisioterapia. Ela destaca que a recuperação exige tempo, disciplina e paciência: “É o corpo e o cérebro reaprendendo juntos, passo a passo.”
O caso reacende o debate sobre terapias experimentais e a busca por alternativas que possam oferecer qualidade de vida a pessoas com lesão medular, especialmente quando pequenos avanços têm potencial para representar grandes transformações.



