EUA voltam a criticar o Pix e ampliam pressão comercial sobre o Brasil

Os Estados Unidos voltaram a citar o Pix em um relatório comercial e reacenderam a disputa em torno do sistema de pagamentos brasileiro. O documento do USTR afirma que o Banco Central favorece a plataforma, enquanto a investigação aberta no ano passado segue em andamento, sem prazo para conclusão. Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que [ ]
Os Estados Unidos voltaram a citar o Pix em um relatório comercial e reacenderam a disputa em torno do sistema de pagamentos brasileiro. O documento do USTR afirma que o Banco Central favorece a plataforma, enquanto a investigação aberta no ano passado segue em andamento, sem prazo para conclusão.
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que os EUA não podem agir diretamente contra o Pix, mas podem adotar medidas comerciais contra o Brasil, como tarifas, restrições ou suspensão de benefícios. Para Camila Villard Duran, “Trata-se, portanto, mais de um mecanismo de pressão externa e econômica sobre o Estado brasileiro do que um poder regulatório sobre a infraestrutura de pagamentos em si”.
A avaliação é de que o impasse vai além da concorrência no setor financeiro e envolve soberania sobre dados, pagamentos e infraestrutura digital. “O Pix já não é apenas um sistema de pagamentos eficiente. Ele representa um modelo de infraestrutura pública, que reduz a dependência de redes privadas estrangeiras e concentra, no âmbito doméstico, o controle jurisdicional sobre dados e fluxos financeiros”, destaca Duran.



