Estudo aponta que integração entre instituições e saberes tradicionais fortalece combate ao fogo na Amazônia

Um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) destacou que a integração entre instituições públicas e a valorização dos saberes tradicionais são fatores essenciais para aprimorar a gestão e o combate ao fogo na Amazônia Legal. O estudo ouviu 122 gestores públicos e traçou um panorama das ações de prevenção, controle e [ ]
Um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) destacou que a integração entre instituições públicas e a valorização dos saberes tradicionais são fatores essenciais para aprimorar a gestão e o combate ao fogo na Amazônia Legal. O estudo ouviu 122 gestores públicos e traçou um panorama das ações de prevenção, controle e manejo de queimadas nos nove estados da região.
A pesquisa surge em um contexto de fortalecimento das políticas públicas, como a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Lei nº 14.944/2024), e após um 2024 marcado por recordes de incêndios. Em 2025, porém, os números apresentaram melhora: até agosto, a área queimada no Brasil caiu 63%, e na Amazônia, a redução chegou a 65%, segundo dados da rede MapBiomas Fogo.
O estudo também ressalta a importância de práticas tradicionais de uso controlado do fogo, como as queimas prescritas em períodos adequados, além da necessidade de ampliar a capacitação de brigadistas e bombeiros. Atualmente, apenas 130 dos 808 municípios da Amazônia Legal possuem unidades do Corpo de Bombeiros.
Para a diretora de Ciência do IPAM, Ane Alencar, o desafio vai além do combate direto às chamas:
“Precisamos olhar o fogo de forma integrada. Com prevenção, manejo sustentável e respeito aos conhecimentos locais”, destacou.
O IPAM reforça que o manejo do fogo deve ser entendido como uma ação contínua e colaborativa, fundamental para reduzir impactos ambientais e preservar a floresta amazônica.



