Desova das tartarugas no Vale do Guaporé atrasa pelo segundo ano seguido em Rondônia

Pelo segundo ano consecutivo, o fenômeno natural da desova das tartarugas no Vale do Guaporé, no Sul de Rondônia, começou com atraso. Tradicionalmente realizado entre agosto e setembro, o ciclo reprodutivo das tartarugas só se iniciou em outubro de 2025, cerca de dois meses depois do período habitual. De acordo com especialistas e com a [ ]
Pelo segundo ano consecutivo, o fenômeno natural da desova das tartarugas no Vale do Guaporé, no Sul de Rondônia, começou com atraso. Tradicionalmente realizado entre agosto e setembro, o ciclo reprodutivo das tartarugas só se iniciou em outubro de 2025, cerca de dois meses depois do período habitual.
De acordo com especialistas e com a Associação Comunitária Ecológica do Vale do Guaporé (Ecovale), o atraso está ligado às mudanças climáticas, queimadas ilegais, aumento do nível dos rios e à caça predatória, que ameaçam a espécie Podocnemis expansa, a maior tartaruga de água doce da América do Sul.
Os números reforçam a preocupação: em 2022, nasceram cerca de 12 milhões de filhotes, número que caiu para 1,4 milhão em 2023 e para somente 350 mil em 2024, uma redução de quase 90%.
O Vale do Guaporé é considerado o maior berçário de tartarugas de água doce do país, e a continuidade desse atraso acende um alerta para o equilíbrio ambiental e a sobrevivência das espécies amazônicas.



