Desemprego segue estável no Brasil e atinge 6,6%; número de trabalhadores com carteira assinada bate recorde

O Brasil manteve a taxa de desemprego em 6,6% no trimestre encerrado em abril de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo IBGE. O índice é o menor para esse período do ano desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012, e representa estabilidade em relação ao trimestre anterior, que havia registrado [ ]
O Brasil manteve a taxa de desemprego em 6,6% no trimestre encerrado em abril de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo IBGE. O índice é o menor para esse período do ano desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012, e representa estabilidade em relação ao trimestre anterior, que havia registrado 6,5%.
Atualmente, cerca de 7,3 milhões de brasileiros estão desocupados, número que também se manteve estável em relação ao início do ano, mas apresenta queda de 11,5% na comparação anual, quando mais de 8,2 milhões estavam sem emprego.
Entre os destaques positivos, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado alcançou recorde histórico de 39,6 milhões, com crescimento de 3,8% em relação ao mesmo período de 2024.
Outros dados da pesquisa:
- População ocupada: 103,3 milhões
- Informalidade: 37,9% (queda frente aos 38,7% de 2024)
- Rendimento médio mensal: R$ 3.426 (alta de 3,2% em um ano)
- Massa de rendimentos: R$ 349,4 bilhões (recorde)
O analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que a manutenção dos níveis de emprego após o fim dos contratos temporários no fim de 2024 mostra a força do mercado de trabalho e a tendência de formalização: “A qualificação da mão de obra impulsiona a busca por melhores condições e contratos formais”, afirma.
A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 15,4%, indicando leve melhora. Já o número de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego, está em 3 milhões.
Esses dados apontam para um mercado de trabalho mais aquecido e com melhores oportunidades formais, embora ainda com desafios relacionados à informalidade e desigualdade regional.



