Corpo de Santa Teresa d’Ávila é exibido ao público na Espanha após mais de um século

O corpo de Santa Teresa de Ávila, morta há 442 anos, voltou a ser exposto ao público na Basílica da Anunciação de Nossa Senhora do Carmo, em Alba de Tormes, na Espanha. É a primeira exibição em 111 anos e a terceira desde sua morte, ocorrida em 1582. A exposição, que começou neste mês e [ ]
O corpo de Santa Teresa de Ávila, morta há 442 anos, voltou a ser exposto ao público na Basílica da Anunciação de Nossa Senhora do Carmo, em Alba de Tormes, na Espanha. É a primeira exibição em 111 anos e a terceira desde sua morte, ocorrida em 1582.
A exposição, que começou neste mês e vai até o dia 25, atraiu centenas de fiéis à cidade próxima de Salamanca. A conservação do corpo, considerada impressionante, é atribuída ao clima seco da região.
Segurança rigorosa e autorização papal
Desde o século XVII, o túmulo de Santa Teresa é protegido por um complexo sistema de segurança, que exige dez chaves guardadas por diferentes autoridades: três pelas Carmelitas Descalças, três pelo padre geral da ordem em Roma, três pelo Duque de Alba e uma pelo rei da Espanha. A abertura do túmulo requer consenso entre todos os detentores das chaves, além de autorização papal — desta vez concedida pelo Papa Francisco.
Em 2024, o túmulo foi aberto para estudos conduzidos por especialistas italianos. Além do corpo, o conjunto de relíquias inclui um braço, uma mão e o coração da santa, itens de grande valor espiritual para a Igreja Católica.
Vida e legado
Nascida em 1515, Teresa entrou na vida religiosa aos 20 anos, contra a vontade do pai. Teve uma saúde frágil, foi dada como morta em certo momento, mas se recuperou, segundo ela, por intercessão de São José.
Sua atuação reformadora foi fundamental para a revitalização da ordem carmelita. Fundou diversos conventos e escreveu obras místicas, como o célebre Livro da Vida, no qual narra visões e experiências espirituais.
Canonizada em 1622 pelo Papa Gregório XV, Teresa de Ávila foi reconhecida como a primeira mulher a receber o título de Doutora da Igreja, em 1970, pelo Papa Paulo VI. Sua figura segue como símbolo de fé, reforma e devoção.



