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Amor, conhecimento e inclusão: família transforma desafio do nanismo em exemplo de superação e empatia

Amor, conhecimento e inclusão: família transforma desafio do nanismo em exemplo de superação e empatia

O diagnóstico de acondroplasia, o tipo mais comum de nanismo, transformou a vida da professora Edilane Marinho de Araújo e de sua filha Alice, de 10 anos. A notícia, recebida ainda durante a gestação, trouxe medo e incerteza, mas também despertou uma jornada de amor, aprendizado e luta contra o preconceito. Sem especialistas na cidade [ ]

O diagnóstico de acondroplasia, o tipo mais comum de nanismo, transformou a vida da professora Edilane Marinho de Araújo e de sua filha Alice, de 10 anos. A notícia, recebida ainda durante a gestação, trouxe medo e incerteza, mas também despertou uma jornada de amor, aprendizado e luta contra o preconceito.

Sem especialistas na cidade à época, Edilane buscou tratamento em diversos estados e se tornou representante da Associação Nanismo Brasil (Annabra). Ela conta que o maior desafio tem sido enfrentar o preconceito e o capacitismo, muitas vezes disfarçados em atitudes e perguntas. “Adaptamos nossa rotina, tanto em casa quanto na escola. Sempre mantivemos uma comunicação aberta com ela, que compreende e explica sua condição, corrigindo a linguagem utilizada para ‘pessoa com nanismo’, priorizando a pessoa em relação à deficiência. Hoje, lidamos com a acondroplasia da Alice de forma mais leve e integrada.”, destacou.

Neste 25 de outubro, Dia da Conscientização e Combate ao Preconceito às Pessoas com Nanismo, a Prefeitura de Porto Velho iluminou o prédio do Relógio com luz verde, símbolo da esperança e da inclusão. A ação faz parte das políticas da gestão Léo Moraes, por meio da Semias, que também vai lançar o Plano de Anticapacitismo em 2026, com campanhas educativas e visitas a escolas e instituições para combater o preconceito e promover o respeito à diversidade.

A secretária adjunta Tércia Marília reforçou: “O cerne dessa política reside em nossas campanhas de combate ao capacitismo. Considerado crime com tipificação legal no Código Penal Brasileiro, o capacitismo criminaliza atos de preconceito e a desvalorização do potencial das pessoas com deficiência. Nossa campanha anticapacitista visa conscientizar a sociedade, promovendo não apenas a tolerância, mas a verdadeira inclusão. Essa campanha abrange o nanismo, o autismo, as deficiências físicas, visual, auditiva e intelectual, entre outras.”.

Encerrando com uma mensagem de empatia, Edilane resumiu o aprendizado:
“É fundamental que os pais orientem seus filhos sobre como se relacionar com as diferenças na escola. É crucial conversar e explicar os detalhes, ressaltar que cada indivíduo é único e que o respeito é essencial. Precisamos incentivar o uso do nome próprio das crianças e evitar apelidos. A acessibilidade é um valor primordial, e somos totalmente contrários ao capacitismo.”.

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