Acesso à água potável revoluciona o cotidiano em municípios do interior rondoniense

Comemorado em 22 de março, o Dia Mundial da Água reforça a relevância desse recurso vital, que ainda escapa a muitas famílias, afetando saúde, hábitos diários e bem-estar geral. No Brasil, apesar do Marco Legal do Saneamento prever universalização até 2033, o Ranking do Saneamento 2026, do Instituto Trata Brasil, expõe desigualdades: cerca de 30 [ ]
Comemorado em 22 de março, o Dia Mundial da Água reforça a relevância desse recurso vital, que ainda escapa a muitas famílias, afetando saúde, hábitos diários e bem-estar geral. No Brasil, apesar do Marco Legal do Saneamento prever universalização até 2033, o Ranking do Saneamento 2026, do Instituto Trata Brasil, expõe desigualdades: cerca de 30 milhões de brasileiros sem água potável e 90 milhões sem coleta de esgoto. Em 2024, foram registradas mais de 336 mil internações por males ligados à falta de saneamento, com maior impacto em crianças e idosos.
Em Rondônia, Porto Velho enfrenta limitações, com apenas 30% da população atendida por água tratada, segundo o Trata Brasil. No entanto, cidades do interior como Ariquemes, Buritis, Pimenta Bueno e Rolim de Moura já alcançaram abastecimento universal na zona urbana, transformando a realidade local.
Em Ariquemes, no bairro Pedrinhas — área elevada —, dona Maria Andrade celebra a mudança: “Era muito difícil a água, não subia no morro”, recorda. Agora, “a gente só tem que agradecer, essa água maravilhosa que está indo lá para casa”, agradece. Em Jaru, em pouco mais de dois anos, mais de 90% da população ganhou abastecimento estável, eliminando rodízios e interrupções constantes, com operação monitorada 24h.
“O acesso à água não é apenas uma questão de infraestrutura, é uma questão de dignidade e justiça social. Sem saneamento, perpetuamos um ciclo que afeta o desenvolvimento econômico das cidades e isso impacta o país. Mudar realidades locais, além de ser parte do nosso trabalho, também ajuda a transformar não apenas o estado de Rondônia, mas o Brasil”, declara Carolina Gregório, diretora-presidente do grupo Aegea em Rondônia.
Os obstáculos persistem, sobretudo no Norte e Nordeste, que abrigam 14 das 20 piores cidades no ranking nacional. Com o prazo da universalização se aproximando, a meta é 99% de cobertura de água e 90% de esgoto até 2033. Em Rondônia, cinco municípios avançam rumo a esse patamar. “A gestão eficiente e os investimentos contínuos que temos aplicado em Rondônia mostram que estamos no rumo certo, até 2033 as cidades onde operamos o sistema de saneamento irão alcançar o marco da universalização, isso representa mais saúde, mais economia para os municípios com atenção primária, além de um marco, esse é um legado que iremos deixar e que vai mudar o presente e o futuro”, conclui Carolina Gregório.


